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história
Gondar
S.João Baptista
A pequena freguesia de Gondar localiza-se na orta ocidental deste concelho vimaranense,
confrontado por aquele flanco com o município vizinho de Famalicão. As congéneres
Ronfe, S. Jorge, S. Cristovão de Selho e Serzedelo completam as restantes delimitações
do seu território paroquial, respectivamente pelas bandas do noroeste, norte, nascente e sul.
Cerca de nove quilómetros separam Gondar da capital concelhia, constituindo-se como principal
ligação rodoviária as EN 206 e 310, através da Vila de Pevidém. Detendo uma área bastante reduzida,
o território freguesia de Gondar surge implantado em plena bacia orográfica do rio Ave, entre este
curso de água é o seu pequeno tributário na margem esquerda o Selho, que ali mesmo conflui.
Trata-se de uma área amena topografia e excelentes solos agrículas(embora a ocupação económica
predominante seja a industrial, ligada em especial ao sector têxtil e das confecções). Acusando
um elevado índice demográfico. Gondar registara actualmente uns 2800 residentes(2613 em 1991
contra apenas 1300 pelos meados do século). Os seus principais lugares tomam os nomes de Boavista,
Conca, Devesa, Emboladoura, Gouceiro, Igreja, Novais, Ponte de Serves, Souto da Ponte, Sumes e Tojal.
Não havendo registo, tanto quanto saibamos, de estações ou achados arqueológicos comprovativos de ocupações
pré ou proto-históricas, será no entanto de ter em conta a proximidade de supostos povoados castrejos nas
vizinhas freguesias de Ronfe, S. Jorge de Selho(Monte da Senhora ou da Santa) e Serzedelo(Penedo da Senhora).
A acreditar em Joseph Piei, o topônimo e actual designação paroquial Gondar terá origem alti-medieval,
radicando etimologicamente em um nome pessoal germânico.
Um documento de 105H alude já ao lugar de Sumes("Sumimos em Selio") enquanto em outro, respeitante ao ano seguinte, se refere a "villa Pausada"(Pousada
parece corresponder a outro lugar da freguesia). Sobre o Rio Ave cuja margem esquerda integra aqui esta freguesia
de Gondar, ergue-se a denominada Ponte de Server, estrutura pêtrea de cantaria, com quatro arcos de volta perfeita,
talhamares e tabuleiro plano.
O imóvel, que deu nome ao lugar corresponderá actualmente a uma fábrica algo tardia, possivelmente já dos finais da
Idade Média ou mesmo de inícios da Moderna, tendo sido classificado "Monumento Nacional" em 195. Uma outra interessante
estrutura ao gosto românico é a ponte do Soeiro, de mais modestas dimensões e possivelmente, um pouco mais antiga. Com
o seu arco único preservou, se calhar, na respectiva designação, o nome do seu promotor.
A freguesia conserva a sua Igreja Velha, edifício de razoáveis dimensões e singela traça, erguida a escassa distância da
actual Matriz. Esta Igreja Nova de S. João Baptista de Gondar é um muito amplo e moderno templo, de harmoniosa e interessante
volumetria, de cuja complexa massa emerge uma altiva torre sineira hexagonal de pontiagudo telhado. Com uma agradável traça
arquitectónica, o imóvel apresenta numerosas aberturas envidraçadas com coloridos vitrais.
A meio caminho entre o antigo e o novo templo, levanta-se por sua vez o granítico Cruzeiro Paroquial, por certo mais que
centenário.(Guimarães, nas Raízes da Identidade).